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Perigos da noite.

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Tenho 54 anos, pinto, bordo, costuro e ainda trabalho fora. Comecei cedo a brincar com artesanato,Meu primeiro trabalho nunca esqueci, um beija flor alaranjado(so tinha um vidro de laranja e um de preto) mas acho que ficou interesante pois minha mãe me encheu de tinta e pinceis, tinha 12 anos e pintava com uma furia. naquele tempo não havia variedade de revista, só riscos que comprávamos na papelaria. pintei com a cara e a coragem por 6 anos até que fui fazer curso na profissional ai endoideci fiz pintura, arte aplicada, flores, bordado a mão, corte costura tudo que aparecia eu encarava. Fui seguindo o artesanato por todos esses anos, uma aulinha aqui, uma revista ali, tudo que aparece-se na tv. Até que achei a net, ai pirei de vez, todo dia acho algo novo que com um pouquinho de paciência consigo aprender. Sou isso uma Artesã com muito orgulho!!!!!

sábado, 31 de outubro de 2026

Perigos da noite.


 Com 16 anos eu era magra, bonita e usava um cabelão (isso aconteceu nos anos 80, tá!). Todo domingo íamos à matinê num clube famoso aqui na época, o "A Pirâmide". O baile começava às 15h e acabava pontualmente às 21h. O salão ficava a 10 minutos a pé de casa.

Num domingo, coloquei meu vestido azul e fui com as amigas. No fim do baile, cada uma seguiu um rumo e eu fui para casa sozinha. Perto de casa, ainda cedo, fui caminhando. Quando faltavam uns 10 metros para a entrada, um carro subiu na calçada e embicou contra o muro. Me vi presa entre o carro e uma parede de 2 metros!

O vidro do carona abaixou e o motorista asqueroso disse:

— Tá indo para onde, meu "anjo"?

Sem olhar para o lado, não sei de onde tirei a voz com que respondi:

— Para o inferno!

Meus olhos viram a brecha que antes não estava ali. O carro acelerou e eu continuei caminhando! Na escuridão, entrei pelo portão e corri escada acima (a casa estava em obras). Da janela que um dia seria o meu quarto, vi o carro parado no meio-fio e o homem procurando por mim. Só saí da penumbra quando ele foi embora acelerando.

Quem me salvou naquele dia, se foi Deus ou o diabo, nunca saberei. Mas nunca mais voltei sozinha, mesmo que ninguém viesse comigo.

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